quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Rota dos abutres civilizados

Os sorrisos expresssos de um povo que vira mercado
cultura em anexo da rota de abutres civilizados
com sede de vida esgotada em seu seio
e o anseio ao roubo do sorriso alheio.
Estes corvos cordiais esbanjam uma falsa adimiração, dotados de falsa informalidade aproxima-se ,
planejam apropriar-se de nossa história,
encenam um contato com o novo
que perfure o bloco de gelo
que habita em seus corações,
buscam raios tropicais pensando em superar o estancamento do seu sangue azul,
agonizam dissimulados, com presentes, sexualidade artificial,
com seus narizes pontudos buscam a qualquer custo o cheiro da vida a parmeiá esta esta terra que dança e cria seus próprios fluxos, este candidato a um novo transfusor de sangue
necessitado pela Deusa que tanto deu trabalho a Zeus, nas suas empreitadas,
agora busca o sangue jorrado com o sacrícfico dos orixás,
com suas moscas fabricadas em estaleiros preparados pra guerra,
saltam de mar em mar, de revolta em revolta, de gesto em gesto,
até nos despirem, até nos trasformar em espectros pálidos de gestos robóticos

e contemplador do de icebergs.

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