Os
sorrisos expresssos de um povo que vira mercado
cultura
em anexo da rota de abutres civilizados
com
sede de vida esgotada em seu seio
e
o anseio ao roubo do sorriso alheio.
Estes
corvos cordiais esbanjam uma falsa adimiração, dotados de falsa
informalidade aproxima-se ,
planejam
apropriar-se de nossa história,
encenam
um contato com o novo
que
perfure o bloco de gelo
que
habita em seus corações,
buscam
raios tropicais pensando em superar o estancamento do seu sangue
azul,
agonizam
dissimulados, com presentes, sexualidade artificial,
com
seus narizes pontudos buscam a qualquer custo o cheiro da vida a
parmeiá esta esta terra que dança e cria seus próprios fluxos,
este candidato a um novo transfusor de sangue
necessitado
pela Deusa que tanto deu trabalho a Zeus, nas suas empreitadas,
agora
busca o sangue jorrado com o sacrícfico dos orixás,
com
suas moscas fabricadas em estaleiros preparados pra guerra,
saltam
de mar em mar, de revolta em revolta, de gesto em gesto,
até
nos despirem, até nos trasformar em espectros pálidos de gestos
robóticos
e
contemplador do de icebergs.