terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Limiares

Grafite em uma das ruas próximas à rua Brick Lane em Londres


as pequenas vingaças são executadas sutilmente, mas a vida nos ensinou a leveza dos pássaros, a nadar em núvens cinzas de chuva, a rir e fazer do deserto intinerário. A sede de vida é tão grande, ser humano é tão pouco, a sede de divindade nos é insaciável, abraçar o universo é um pequeno entre tantos desejos que nos ronda.
O que seria dos nos olhos a mirar no escombros se nos faltasse as palavras e imágens de flores para poetizar o que é tão feio para olhos de quem não sabe apreciar o recomeço, ou limiar.

sábado, 9 de agosto de 2014

Das mil cuasas defendidas

Na catarse gerada pela pronuncia de jargões, atirados a esmo, com o intúito de provar ao mundo nossa bondade com aqueles que encontram-se sobre os escmbros da história e da ganância, nessa gritaria disfarça-se a hipocrisia. E a desgraça é a alegria, que leva a um descuido com os reais, aqueles que não afagam a consciência, nos remete a uma fatídica valsa cuja música imposta inquieta nossos corações e nos transforma em meros transeuntes da terra, sempre em busca da satisfação mesquinha. A generosidade e a empatia é apenas a preocupação em dissipar o peso histórico que habita em nossa consciência, por posição no mundo, e também nos promover perante qualquer coisa que associe nossa imagem ao combate, mas por pura vaidade, não vem do âmago. No fundo, engajar-se em causas contra os genocídios que patrocinamos com nosso bem-estar é mais conveniente que oferecer um copo de água a quem agoniza perto de nós.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Rota dos abutres civilizados

Os sorrisos expresssos de um povo que vira mercado
cultura em anexo da rota de abutres civilizados
com sede de vida esgotada em seu seio
e o anseio ao roubo do sorriso alheio.
Estes corvos cordiais esbanjam uma falsa adimiração, dotados de falsa informalidade aproxima-se ,
planejam apropriar-se de nossa história,
encenam um contato com o novo
que perfure o bloco de gelo
que habita em seus corações,
buscam raios tropicais pensando em superar o estancamento do seu sangue azul,
agonizam dissimulados, com presentes, sexualidade artificial,
com seus narizes pontudos buscam a qualquer custo o cheiro da vida a parmeiá esta esta terra que dança e cria seus próprios fluxos, este candidato a um novo transfusor de sangue
necessitado pela Deusa que tanto deu trabalho a Zeus, nas suas empreitadas,
agora busca o sangue jorrado com o sacrícfico dos orixás,
com suas moscas fabricadas em estaleiros preparados pra guerra,
saltam de mar em mar, de revolta em revolta, de gesto em gesto,
até nos despirem, até nos trasformar em espectros pálidos de gestos robóticos

e contemplador do de icebergs.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ao vencedor, um porção de nada

Ao sangue estacanto, palavras ausentes,
ao vazio que brinda à besta, um sacrifício vindouro,
um eclípse que talvez, ultrapasse a tarde esbanjante.
Além da sedento transbordar, estão as núvens, caoticas,
esperando o estante duma possível queda.
Gritos rumo ao horizonte, danças e oferendas ao oculto,
e palavras a transitar nos escombros da memória,
infálida. Enqunato os cupins em marcha, quase num silêncio sepúlcral
atravessam fronteiras antes combatida, agrora esquecidas, atidas à soberba apatia.
A travessia, quisera ser enfática, mas o coro é lento,
e espera a cura da peste para seguir rumo 
ao reino do estrume

segunda-feira, 3 de março de 2014

É Carnaval

Soa em ouvidos carnavalescos, também em apocalíticos,
os sons de trombetas, tumpets e desafinados gritos,
isso no auge do fogo Babylônico,
propriamente dito. Um signo em forma de jargão.
Enquanto isso, o mundo na experctativa de uma nova guerra bélica on-line,
à espera de um Deus que lave as cinzas do carnaval
 e leve a tensão a um suposto Hades. O mesmo suposto Hades, onde criaturas fantasmagóricas e saltinbancos,
cadáveres fantasiados e com máscaras clamam pela vinda dos Titãs,
clamam por batalhas, empreitadas análogas às de Zeus. Negam, afirmam, se enganam, e o desespero dissimula-se, faz-se cançaõ nesses corções, prontas pra extrapolar o limite metafísico e serem cantadas no próximo carnaval.
Seguem desconexas as palavras de ordem, foram suspensas, junto ao Juízo,
Há excessão nesse durar, ha ventos totalitários que rumam a lado nenhum, há apenas ologramas em devaneios, a la carte.
No ritmo dessa marcha insensata, abastada de inzoineras paixões. Pode ser o fim da festa, pode ser o prícipio de apeisonamento e a bertura de uma cortina repleta de possíveis !!
É carnaval !
É carnaval !
É Carne a val !
É Sem aval
Saraval !