segunda-feira, 11 de março de 2013

Morphine

a semana começou e segue bem. Dentre muitos prazeres, destaco a dança, a dança de passo em passo, o prazer pelo dilaceramento, mas não dilaceramento físico, e sim a fragmentação do caos, a experiência sensorial, a relação com o corpo etc.
Outro prazer é o de ouvir, cantar, mas não é só. Em cada circunstância, um universo distinto, uma sensação nova, ou talvez a mesma, porém com diferente intensidade.
Muitas canções são capazes de me transpportar por lugares jamais imaginados racionalmente, lugares que eu e outros cujo bom senso musical convive junto. Jamais saberíamos premeditar, projetar de forma deliberada. Poderia vir a ser um devir artístico, a extensão de um sonho, ou uma pintura abstrata.
A Banda Morphine com o Mark Sandman e seu baixo de duas cordas tem o poder de criar devires em seus acordes, nos fazer transeutes de sonhos, abstração de pinturas etc. Tem empty box, e o disco Cure for pain.
É muito bom, testemunhar uma época musical, que teve uma base, mas que, como uma espiral segue fora de seu tempo, além das mesuras da duração
enfim...