sábado, 2 de outubro de 2010

Resposta a um comentário feita de uma publicaçao a respeito de Dilme e dos Debates na TV, para a campanha a presidência da república das ovelhas !!!





 Macunaima: essa mulher é foda, o que mata é o partido. Você viu os debates ? o Plínio destruiu todo mundo !! e ela falou pra caralho !! já a Marina, é para o vigans dos jardins e vl Mad.
lol !!
Amazona Galopante:  "sim....a lógica partidária, própria da farsa democrática está assassinando. Enforcando com gravatas, colarinhos... coleiras; raptando o nosso precioso tempo do livre pensar pro exército dos acéfalos, este que tentam, forçadamente, nos fazer soldados. E essa estrutura salta.! Ops, tá aqui do meu lado, salta pra família, pra casa, pro trabalho, pra tudo que não tiver pulmão, que depender da máquina pra respirar....burocracia é isso, institucionalizou, fudeu"!

Indío velho guaicurú: "debate"? é uma peça macabra, composta para três personagens: o vampiro, o cadáver, e a empregadinha laranja. O caso do Plínio é o único digno de atenção: um sr. totalmente gagá, como pode querer levar a sério e responder as questões com tanta coerência e querer fazer da ética um posicionamento político, num lugar onde os fantoches esvaziam a politica com discursos programados por um modelo que dissolve a própria realidade moral de um ser humano. O problema do Plínio é que ele é real, nem a acessoria dele dá conta disso, muito menos o partido, muito menos o espetáculo consegue assimilar um coringa como este, teriam que dizer que ele fala uma lingua morta e deixar o velho isolado em sua inofensividade pela competição ao voto, isso mostra bem o que é um verdadeiro atravessamento: quase imperceptível o velhinho acende uma labareda no mercado, como o velho louco filósofo um dia teria ido ao mercado em pleno dia com uma lanterna acesa, pois ele estava à procura do homem. No lugar da palhaçada generalizada e do poder sujo que promove isso, surge esta aparição sutil e poderosa, que conecta de verdade para a politica do homem, para uma ética fora do discurso que num homem antigo poderiamos chamar de caráter, algo em extinção, a ecologista deveria falar disso já que ganha voto da burguesia mais sedentária, se fosse um ecologista radical teria que atacar os verdadeiros predadores humanos, os mais camuflados, o verdadeiro perigo ecológico do planeta são empresários muito bem vestidos, são os senhores da espécie com seu aparelho de captura, em torno deles ficam estes laranjas fazendo o serviço sujo enquanto eles negociam a vida como se fossem deuses. E os deuses são a representação de um poder em sua autonomia, neste caso o poder encontrou uma inteligência completamente fanática e fica impossível encontrar um Homem, encontramos um grande covarde recalcado que encontrou na máquina imperial o cúmulo da sua vingança contra a vida, servir ao extermínio do verdadeiro poder humano em troca de uma representação do poder que cabe na sua personagem, no seu eu interiorizado que não consegue superar seu ressentimento e tenta se afirmar como o mais competente e genial servidor do sistema que reverte seu fracasso em mérito perverso produzindo um jogo último único extremo: poder comprar a vida, mas pra isso a vida tem que ser um deserto e a alucinação em torno de si e a guerra se faz absoluta. agora que a cidade é a selva, e as multidões são insetos, a guerrilha encontra seu lugar, a vida humana agora equivale as máquinas, e tudo pode ser alterado se agirmos dentro do sistema orgânico contra o sistema simbólico da auto-colonização da espécie, fazendo as forças do mundo se agitarem também numa nova guerra feita da aliança do humano enquanto investimento desumano de outra ordem, a saber, desfazer a captura da máquina imperial sem desfazer sua representação nem seu uso, mas apenas torná-la desumanizada e mostrar uma realidade vazia, desligar as maquinas, tirar o encantamento, sucatear, a civilização como lixo, escombro tóxico, e fazer aparecer não o homem livre, mas o tempo, a realidade de um fora que não nos pertence, e somente esta crise pode servir para alguma coisa, ainda aparecer um mundo real não apenas no seu transtorno pelos ataques sofridos, nem somente na sua beleza reconhcível, mas na sua força de composição endemoniada, do mesmo modo que surgiram tipos humanos que agem dentro desta história infeliz de vingança, nada impede de surgirem novos seres que simplesmente passam a agir diferente e alteram a configuração caótica do mundo, é possível uma aliança humana em favor desta metamorfose, trazer a magia de novos seres e desenfrear uma ação incontrolável dentro do organismo, novas bactérias, vírus, venenos, e a potência híbrida do pensamento promovendo a explosão surpreendente da vida como um presente de certo homens para o resto da humanidade, um belo presente que desperta nossa capacidade para um jogo que a partir de hoje se desvia no limite do impensável..."

 Macunaima: com essa máquina de milhões de insetos deslumbrados pela exuberânce petrolífera, e que bombardeados pelas promessas de progresso intenso, de obesidade(que causa inveja até mesmo às cabras cegas do templo yanque), parafernalhas chinesas e máquina risonhas de destruir o tempo livre(você pode comprar o seu, entregue sua vida, por uma caranaguinha, e trabalahe o resto da vida para pagar) . Em sua marcha rumo à profunda escravidão, elas riem a um um reflexo, cuja proveniência, é desconhecida, caminham lineramente na cegueira. E ainda, o espetáculo midiático, de olho numa fatia do bolo de petróleo, incentiva, aos mais descolados, a resgatarem de dentro de si, o orgulho, o culto grandeza de um império colonial. No movimento irreversível, ou num furacão que arrasta todos em seu perímetro, sem dar chance de criação de um esterior além dessa fumaça de esperança metamorfoseada em consumo, e bizonha alegria. A revolução chegou, vamos, este gigante de tantas fronteiras avança como um rolo copressor, e causa vanglórias aos arquitetos do capital, pelos seus ensinamentos, pelo ritual da morte da vida. A re evolução do consumo, enfim aflorou-se nas profundezas do imenso azul. O trono das baratas se ergue sem precedentes.
Para além disso, como dizia Barthes(no caso dele, a linguagem), ha um exterior que podemos criar com nosso riso, nossa dança livre da valsa oficial, onde o sentido não saia da nossa própria mitologia, de nosso sair de si pra si, e para os nosssos que que é me ou um si enquanto coletivo, da reconciliação com nossa potência.
enfim...

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