sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vai amigo

boa viagem amigo!
aqui permanecerei resistindo ao genocídio. Muitos entregaram suas ideias a algo, a um trabalho de merda, a uma universidade e a um estado que os financia. Outros entregaram ao lixo, à polítíca oficial que prega e propaga com seus decretos totalitários o genocídio das idéias, da erupção do que sentimos e transborda em nosso sentidos através de manifestações artísticas.
Como diz você, a guerra nunca foi tão presente. A barbárie, é a esfinge estampada nos rostos de cada transeunte sobrevivente como rato nessa cidade de cinza.
Mas a vida é maior, a força fragmentada, a coleção de instantes, como poesia, brilhos, gestos, sopros de ritos, o levitar num devaneio, permanece intacto e move o desejo de não sucumbir no lixo que nos bombardeia a cada hora.
Há uma fonte de inspiração que não seca, há muitos gestos a serem contemplados em cada crepúsculo !!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O trabalho na saída do capitalismo

Por André Gorz
Este é parte de uma publicação da página eletrônica Rue89.
Vejamos abaixo o texto.
A questão da saída do capitalismo nunca foi tão atual. Ela se põe em termos e com uma urgência de uma radical novidade. Por causa do próprio desenvolvimento, o capitalismo atingiu um limite tanto interno quanto externo que ele é incapaz de ultrapassar e que faz com que seja um sistema que sobrevive por meio de subterfúgios à crise das suas categorias fundamentais: o trabalho, o valor, o capital.


A crise do sistema se manifesta no nível macro-econômico como também no nível micro-econômico. Isso se explica principalmente pela mudança tecnocientífica que introduz uma ruptura no desenvolvimento do capitalismo e arruína, por seus repercussões a base do seu poder e sua capacidade de se reproduzir. Tentarei de analisar esta crise, em primeiro lugar, sob o aspecto macro-econômico e, depois, nos seus efeitos sobre o funcionamento e a gestão das empresas.


1.- A informação e a robotização permitiram introduzir quantidades crescentes de mercadorias com quantidades decrescentes de trabalho. O custo do trabalho por unidade de produto não cessa de diminuir e o preço dos produtos tende a baixar. Quanto mais a quantidade de trabalho para uma determinada produção diminui, mais o valor produzido por trabalhador – sua produtividade – deve aumentar para que a massa de lucro realizado não diminua. Tem-se, assim, este aparente paradoxo que quanto mais aumenta a produtividade, tanto mais é necessário que ela aumente para evitar que o volume do lucro não diminua. A corrida em busca da produtividade tende assim a acelerar, os efetivos empregados tendem a ser reduzidos, a pressão sobre o pessoal endurece, o nível e a massa dos salários diminui. O sistema evolui para um limite interno onde a produção e o investimento na produção param de ser muito rentáveis.
Os índices atestam que este limite foi atingido. A acumulação produtiva do capital produtivo não para de regredir. Nos EUA, as 500 empresas do índice Standard & Poor’s dispõem de 631 bilhões de reservas líquidas; a metade dos lucros das empresas americanas provém dos mercados financeiros. Na França, o investimento produtivo das empresas do CAC 40 não aumenta mesmo quando os lucros explodem.


A produção não sendo mais capaz de valorizar o conjunto dos capitais acumulados, uma parte crescente destes conserva a forma de capital financeiro. Uma indústria financeira se constitui que não pára de afinar a arte de fazer dinheiro não comprando nem vendendo nada além das diversas formas de dinheiro. O dinheiro mesmo é a única mercadoria que a indústria financeira produz por meio de operações, nos mercados financeiros, cada vez mais arriscadas e cada vez menos controláveis.


A massa de capital que a indústria financeira drena e gera ultrapassa de longe a massa de capital que valoriza a economia real (o total dos ativos financeiros representa 160 trilhões de dólares, ou seja, quatro vezes mais do que o PIB mundial). O “valor” deste capital é puramente fictício: ele repousa, em grande parte, sobre o endividamento e o “good will”, isto é, sobre as antecipações: a Bolsa capitaliza o crescimento futuro, os lucros futuros das empresas, a alta futura dos preços imobiliários, os ganhos que poderão ser gerados pelas reestruturações, pelas fusões, concentrações, etc. As Bolsas se enchem de capitais e de seus rendimentos futuros e as famílias são incitadas pelos bancos a comprar (entre outros) as ações e os certificados de investimento imobiliário, a acelerar, desta maneira, a alta da Bolsa, a emprestar dos bancos somas crescentes à medida que aumenta o capital fictício da Bolsa.


A capitalização da antecipações do lucro e do crescimento anima o endividamento crescente, alimenta a economia com liquidez devido à reciclagem bancária da mais-valia fictícia, e permite aos EUA um ‘crescimento econômico’ que, fundado sobre o endividamento interno e externo, é, de longe, o principal motor do crescimento mundial (inclusive do crescimento chinês). A economia real torna-se, assim, um apêndice das bolhas especulativas mantidas pela indústria financeira. Até o momento, inevitável, em que as bolhas estouram, levando os bancos à bancarrota em cadeia, ameaçando com o colapso o sistema mundial de crédito, a economia real de uma depressão severa e prolongada (a depressão japonesa dura já quase quinze anos).
Tem-se acusado a especulação, os paraísos fiscais, a opacidade e a falta de controle da indústria financeira (particularmente os hedge funds), a ameaça de depressão, ou seja, o derrocamento que pesa sobre a economia mundial não é devido à falta de controle; ele se deve à incapacidade do capitalismo se reproduzir. Ele não se perpetua e somente funciona sobre bases fictícias cada vez mais precárias. Pretender redistribuir por meio da imposição as mais-valias fictícias das bolhas precipitaria o que a indústria financeira quer evitar: a desvalorização da massa gigantesca dos ativos financeiros e a derrocada do sistema bancário.


A “reestruturação ecológica” irá agravar ainda mais a crise do sistema. É impossível evitar uma catástrofe climática sem romper radicalmente com os métodos e a lógica econômica que reinam há 150 anos. Se se prolonga a tendência atual, o PIB mundial será multiplicado por 3 ou 4 vezes, de hoje até o ano 2050. Ora, segundo o relatório do Conselho sobre o clima da ONU, as emissões de CO2 deverão diminuir em 85% até 2050 se se quer limitar o aquecimento climático em 2º C, no máximo. Além dos 2º, as conseqüências serão irreversíveis e não controláveis.


Portanto, o decrescimento é um imperativo de sobrevivência. Mas ele supõe uma outra economia, um outro estilo de vida, uma outra civilização, outras relações sociais. Na sua ausência, o derrocamento só será evitado impondo restrições, racionamentos, alocações autoritárias de recursos característicos de uma economia de guerra. A saída do capitalismo, portanto, se dará de uma ou outra maneira, de modo civilizado ou bárbaro. A questão é somente de que forma se dará esta saída e qual a cadência com que vai se dar.


A forma bárbara nos já é familiar. Ela prevalece em várias regiões da África, dominadas por chefes de guerra, pela pilhagem das ruínas da modernidade, os massacres e tráficos de seres humanos, tendo como pano de fundo a fome. Os três Mad Max eram relatos antecipatórios.
Uma forma civilizada de saída do capitalismo, ao contrário, raramente é analisada. A evocação da catástrofe climática que ameaça conduz geralmente a propor uma necessária ‘mudança de mentalidade”, mas a natureza desta mudança, suas condições de possibilidade, os obstáculos a serem superados parecem sufocar a imaginação.


Propor uma outra economia, outras relações sociais, outros modos e meios de produção e modos de vida é visto como algo ‘irrealista’, como se a sociedade da mercadoria, do assalariamento e do dinheiro fosse impossível de ser superada. Na realidade, uma multidão de índices convergentes sugerem que esta superação já iniciou e que as chances de uma saída civilizada do capitalismo dependem antes de tudo da nossa capacidade em distinguir as tendências e as práticas que anunciam a possibilidade.


2.- O capitalismo deve a sua expansão e a sua dominação ao poder que ele tomou, em um século, sobre a produção e, ao mesmo tempo, sobre o consumo. Ao expropriar, primeiramente, os operários dos seus meios de produção e dos seus produtos, ele foi assegurando, progressivamente, o monopólio dos meios de produção e a possibilidade de subsumir o trabalho. Ao especializar, dividir e mecanizar o trabalho nas grandes fábricas, ele fez dos trabalhadores os apêndices das megamáquinas do capital. A apropriação dos meios de produção pelo produtores se tornou impossível. Eliminando o poder daqueles sobre a natureza e a destinação dos produtos, ele garantiu ao capital o quase-monopólio da oferta, portanto o poder de privilegiar em todos os domínios as produção e o consumo mais rentáveis, como também o poder de fomentar o gosto e os desejos dos consumidores, a maneira pela qual ele satisfariam as suas necessidades. É este poder que a revolução informacional começa a romper.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

devaneios no face

os raios atirados pelo deus malvado , 
já não são o que leva à ruina, 
assim como zaratustra, 
aprendi a fazer com que o raio trabalhe para mim. 
Até quando?é uma Incógnita. 
Mas o fato é que, agora é possível decansar, 
pois não é preciso combater o raio, ou desvia-lo. 
O raio agora é uma força. 
Quanto mais raios atirados mais força
 A altura do espírito sobe À mesma altura
que que sobem os raios lançados pelo  filho do tempo.

enquanto ele atira suas faiscas
me embriago com os vinhos banhado pelo terroir
das montanhas desse lugar,
danço e brindo À alegria,
a fertilidade dessa terra de zombeteiros,
de gente séria, mas que ainda dança,
filhos de Dionisus com Iracema.
Brindemos a quem ensinou como encontrar a força
nos raios do assassino de Cronos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Resposta a um comentário feita de uma publicaçao a respeito de Dilme e dos Debates na TV, para a campanha a presidência da república das ovelhas !!!





 Macunaima: essa mulher é foda, o que mata é o partido. Você viu os debates ? o Plínio destruiu todo mundo !! e ela falou pra caralho !! já a Marina, é para o vigans dos jardins e vl Mad.
lol !!
Amazona Galopante:  "sim....a lógica partidária, própria da farsa democrática está assassinando. Enforcando com gravatas, colarinhos... coleiras; raptando o nosso precioso tempo do livre pensar pro exército dos acéfalos, este que tentam, forçadamente, nos fazer soldados. E essa estrutura salta.! Ops, tá aqui do meu lado, salta pra família, pra casa, pro trabalho, pra tudo que não tiver pulmão, que depender da máquina pra respirar....burocracia é isso, institucionalizou, fudeu"!

Indío velho guaicurú: "debate"? é uma peça macabra, composta para três personagens: o vampiro, o cadáver, e a empregadinha laranja. O caso do Plínio é o único digno de atenção: um sr. totalmente gagá, como pode querer levar a sério e responder as questões com tanta coerência e querer fazer da ética um posicionamento político, num lugar onde os fantoches esvaziam a politica com discursos programados por um modelo que dissolve a própria realidade moral de um ser humano. O problema do Plínio é que ele é real, nem a acessoria dele dá conta disso, muito menos o partido, muito menos o espetáculo consegue assimilar um coringa como este, teriam que dizer que ele fala uma lingua morta e deixar o velho isolado em sua inofensividade pela competição ao voto, isso mostra bem o que é um verdadeiro atravessamento: quase imperceptível o velhinho acende uma labareda no mercado, como o velho louco filósofo um dia teria ido ao mercado em pleno dia com uma lanterna acesa, pois ele estava à procura do homem. No lugar da palhaçada generalizada e do poder sujo que promove isso, surge esta aparição sutil e poderosa, que conecta de verdade para a politica do homem, para uma ética fora do discurso que num homem antigo poderiamos chamar de caráter, algo em extinção, a ecologista deveria falar disso já que ganha voto da burguesia mais sedentária, se fosse um ecologista radical teria que atacar os verdadeiros predadores humanos, os mais camuflados, o verdadeiro perigo ecológico do planeta são empresários muito bem vestidos, são os senhores da espécie com seu aparelho de captura, em torno deles ficam estes laranjas fazendo o serviço sujo enquanto eles negociam a vida como se fossem deuses. E os deuses são a representação de um poder em sua autonomia, neste caso o poder encontrou uma inteligência completamente fanática e fica impossível encontrar um Homem, encontramos um grande covarde recalcado que encontrou na máquina imperial o cúmulo da sua vingança contra a vida, servir ao extermínio do verdadeiro poder humano em troca de uma representação do poder que cabe na sua personagem, no seu eu interiorizado que não consegue superar seu ressentimento e tenta se afirmar como o mais competente e genial servidor do sistema que reverte seu fracasso em mérito perverso produzindo um jogo último único extremo: poder comprar a vida, mas pra isso a vida tem que ser um deserto e a alucinação em torno de si e a guerra se faz absoluta. agora que a cidade é a selva, e as multidões são insetos, a guerrilha encontra seu lugar, a vida humana agora equivale as máquinas, e tudo pode ser alterado se agirmos dentro do sistema orgânico contra o sistema simbólico da auto-colonização da espécie, fazendo as forças do mundo se agitarem também numa nova guerra feita da aliança do humano enquanto investimento desumano de outra ordem, a saber, desfazer a captura da máquina imperial sem desfazer sua representação nem seu uso, mas apenas torná-la desumanizada e mostrar uma realidade vazia, desligar as maquinas, tirar o encantamento, sucatear, a civilização como lixo, escombro tóxico, e fazer aparecer não o homem livre, mas o tempo, a realidade de um fora que não nos pertence, e somente esta crise pode servir para alguma coisa, ainda aparecer um mundo real não apenas no seu transtorno pelos ataques sofridos, nem somente na sua beleza reconhcível, mas na sua força de composição endemoniada, do mesmo modo que surgiram tipos humanos que agem dentro desta história infeliz de vingança, nada impede de surgirem novos seres que simplesmente passam a agir diferente e alteram a configuração caótica do mundo, é possível uma aliança humana em favor desta metamorfose, trazer a magia de novos seres e desenfrear uma ação incontrolável dentro do organismo, novas bactérias, vírus, venenos, e a potência híbrida do pensamento promovendo a explosão surpreendente da vida como um presente de certo homens para o resto da humanidade, um belo presente que desperta nossa capacidade para um jogo que a partir de hoje se desvia no limite do impensável..."

 Macunaima: com essa máquina de milhões de insetos deslumbrados pela exuberânce petrolífera, e que bombardeados pelas promessas de progresso intenso, de obesidade(que causa inveja até mesmo às cabras cegas do templo yanque), parafernalhas chinesas e máquina risonhas de destruir o tempo livre(você pode comprar o seu, entregue sua vida, por uma caranaguinha, e trabalahe o resto da vida para pagar) . Em sua marcha rumo à profunda escravidão, elas riem a um um reflexo, cuja proveniência, é desconhecida, caminham lineramente na cegueira. E ainda, o espetáculo midiático, de olho numa fatia do bolo de petróleo, incentiva, aos mais descolados, a resgatarem de dentro de si, o orgulho, o culto grandeza de um império colonial. No movimento irreversível, ou num furacão que arrasta todos em seu perímetro, sem dar chance de criação de um esterior além dessa fumaça de esperança metamorfoseada em consumo, e bizonha alegria. A revolução chegou, vamos, este gigante de tantas fronteiras avança como um rolo copressor, e causa vanglórias aos arquitetos do capital, pelos seus ensinamentos, pelo ritual da morte da vida. A re evolução do consumo, enfim aflorou-se nas profundezas do imenso azul. O trono das baratas se ergue sem precedentes.
Para além disso, como dizia Barthes(no caso dele, a linguagem), ha um exterior que podemos criar com nosso riso, nossa dança livre da valsa oficial, onde o sentido não saia da nossa própria mitologia, de nosso sair de si pra si, e para os nosssos que que é me ou um si enquanto coletivo, da reconciliação com nossa potência.
enfim...